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julho 07, 2010

Encontro.


- Só liguei para dizer-te que logo estarei aí. Falta pouco, alguns dias. Que bobagem, alguém já deve lhe ter contado. Eu te quero. Talvez demore um pouco para essas quase duzentas horas passarem, mas acredite, dessa vez não irei deixar ser em vão. Eu te quero. Faz tempo que não nos vemos, faz tempo que não nos falamos. Nossos pais vivem em contato, mas nós mesmos... Eu te quero. Estou sendo boba? Provavelmente, mas nem sei se devo me importar. Devo? Estive pensando... Eu te quero. Perdemos tantas oportunidades que nem nos demos conta. São três anos já e nada. Somos prometidos de romance e nunca sequer houve um esforço de nossa parte. Eu te quero. Não é mesmo? Isso é um tanto engraçado já que Eu... Bem, me liga de volta, quero ouvir tua voz.

Tu tu tu tu tu...

junho 02, 2010

Cartas sem destino.


No meio de papéis descartáveis de uma das minhas gavetas, encontrei bolas de papel. Papel amassado, bem amassado. Abri cada uma e li as folhas amarrotadas que liberavam um aroma do meu perfume fundido com o cheiro de pó. Ali, naquelas linhas mal escritas, haviam descrições de encontros nossos, sonhos meus. As palavras se encontravam e traçavam um verdadeiro destino utópico que parecia estar perto de acontecer. Tal perfeição de detalhes que meus lábios chegavam a chorar, minha boca se enchia d'água com os gostos que livremente sentia.

Um desses papéis estava particularmente mais amarelado. Lendo-o, admirei-me ao notar o efeito da droga que cheguei a experimentar nos desejos ali escritos: você. Um estado de dependência absoluta, uma delícia de sensação que fazia um largo sorriso abrir em minha face. Tão brilhantes eram seus olhos, tão adorável sua pele, tão apaixonante o aperto dos seus braços no meu corpo.

Te senti comigo. Seus passos silenciosos circundavam meu corpo encolhido e ajoelhado no centro do quarto, suas mãos me aqueciam como fresta do Sol em dias de frio, sua voz, tão imaginativa quanto sua presença, era uma brisa gostosa que arrepiava cada pelo da superfície de minha pele. Abracei cada folha encontrada, todas as cartas que deveriam estar em suas mãos, apertei-as em meu peito. Tive certeza, a absoluta e absurda certeza de que naquele momento você ouviria meu coração acelerar.

abril 21, 2010

Núcleo atômico.


Eram na verdade dois prótons cobertos por pele de alabastro. Os olhares intensos que trocavam eram perceptíveis aos olhos de qualquer um que dedicasse alguns segundos para aquela cena. A maneira como ela se aproximava dele mostrava claramente uma alma lânguida e inerme, em relação à aquela sensação de estar chegando perto ao agro de tão igual.

Suas mãos se uniram, mas seus corpos mantiveram-se distantes -uma verdadeira labuta! Ali, naquela junção entre duas cargas positivas, houve um espaço de inteiração forte, onde ambos já estavam acomodados indo contra à lei da física.


A dolência não se deixava passar por sorrisos adamastóricos que aos poucos surgiam. O palor de suas peles ia se partindo quando a rutilância tornava aos seus olhos. Tamanho exagero de sentimentos que ali estava presente, que nem sequer um ocaso poderia ofuscar.


Outrora os elétrons, a sociedade, traziam de volta os fantasmas noctívagos que implantavam naquela união sementes do monótono, do lasso. Afundavam-os em perfeita hipocondria.


Desd'aí só mesmo a imaginativa poderia salvá-los e trazê-los de volta ao seu mundo particular. Onde somente eles existiam.

março 25, 2010

Hey.


I have been struggling for one or two years what some people struggle their entire lives with, being in love with someone you can not seem to be with. I have come to realize in these past years, that love is not as hard as some people make it to be.

When you are in the infinite state of infatuation, a feeling no word or emotion could ever come close to describing, you feel as though this life is worth living. And when you lose it, its unreal. Its a pain i cant describe. Every muscle in my body tenses and my heart pounds so hard i feel like it will kill me.
The thing i have learned most, is that this pain proves to me that my heart and felt a happiness i may never feel again.

I now know from my suffering that the time period in which i did feel this happiness was worth it. There are few moments in life in which i believe we find true happiness, a moment in which everything stands still and every emotion thought or worry is gone, and your a single soul floating in a world of ecstasy. Its a feeling i would not trade for anything.

There is no real conclusion to this, because its undescribable. I do know, that this pain i have felt, this feeling of hopelessness only shows me, i did once fall in love. And every ounce of faith in me, is devoted to the thought of reliving the happiness.

I will always have hope.

março 19, 2010

Bad Romance.



Eu queria entender no que é baseado a desconfiança e toda a falta de vontade de estar junto; essas coisas geram consequências nada boas que afetam profundamente o emocional de qualquer pessoa que passe pela situação. É como a velha história das marcas dos pregos na madeira, nunca irão embora ou deixam de existir. Cada palavrinha de reconciliação é jogada ao vento para quem quiser ouvir e tentar compreender o sentido dessa busca sem fim, inútil.

Basicamente, tudo se perdeu na enorme bola de neve que nosso romance se tornou, e agora aqueles bons e raros momentos juntos se transformaram em pequenos resíduos de lembranças -nada mais que isso.
Não minto ao dizer que ainda te busco nos meus olhos quando encaro um espelho, ou quando vejo marcas de pés pelo meu caminho. Entretanto, é indescritível a sensação de alívio que sinto quando percebo que chegamos ao fim sem ao menos percebermos.
Foi uma tempestade que nos fez ter ondas de calor sem nexo, mas que também foi capaz de gelar cada centímetro de nossos corpos. E aquela tal melodia que um dia foi as batidas de nossos corações acabou virando duas músicas distintas, e inaudíveis.
Por fim, as almas que um dia se juntaram, voltaram a ir em busca de novas aventuras. Procurando, ainda, por um rumo certo, perambolando por todas as ruas estreitas, ou não, evitando sempre o calor do Sol -por apenas um motivo, mater-me sempre conectada ao aquecimento que seus braços foram capazes de me trazer.