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outubro 02, 2010

A (RE)volta de uma vida.


Cansada, eu desisti de guerrear contra algo que sequer podia enxegar: o medo. O medo fez com que eu me sentisse incapaz de lidar com o caos que o mundo é, incapaz de não me apegar a tudo o que ele me trouxe de conforto. O medo não mata! Me destruí cada vez que me refugiei dos grandes obstáculos, cada vez que recusei uma ajuda de um desconhecido por estar acostumada a sentir medo, justamente. (...) Mas devo-lhes dizer, caros amigos, que tentei. Nos últimos dias que respirei, lutei contra o que me foi causado; comparei-me diariamente com todos os insetos que virei de ponta cabeça, e, surpreendentemente, me senti igual a eles: Fria e desesperada para voltar à batalha da sobrevivência. Diferentemente deles, no entanto, eu desisti.



Antonietta.

junho 15, 2010

Criatura divina.



Enquanto deliciava-se de algo semelhante a um pedaço qualquer de carne crua, encostado na quina do encontro entre duas paredes, com suas pernas bem encolhidas - como todo o corpo, deixava que o vento gelado do dia nublado movimentasse seus fios negros de cabelo. Aproximei-me agarrada nas mangas de minha blusa pouco fina.
- Será que eu posso?
Ele deu de ombros.
Deixei meu corpo cair no concreto pintado de cor branca e, de costas, escorreguei o corpo para o chão, ajeitando-me aos poucos ao lado daquele ser. Sua aparência perfeitamente assimétrica tinha total controle sobre meus olhos; era nada comum, diferente de tudo o que eu já havia visto. Repulsivo. Encantador! A paz que dava de apenas fitar aquelas imperfeições me trouxe dúvidas aparentemente sem respostas. Separei meus lábios, cheguei a pegar fôlego para bombardeá-lo com todas as minhas questões, mas logo juntei-os novamente envergonhada.
- Como ousa?
- Perdão?
- Não tem medo de mim?
- Por que o teria?
- Olhe bem! -Agarrou-se ao pedaço de carne crua como se estivesse aquecendo uma criança nua.
- Não entendi.
- Eu posso te fazer feliz. Eu posso te destruir, fazê-la erguer novamente. Sou capaz de te fazer guerrear consigo mesma, tenho o dom de trazer paz nos momentos mais absurdos. Sou poderoso, criança. Comigo você não vai conseguir fechar os olhos para dormir com medo de eu te deixar, ou até mesmo por que estará fazendo orações para que eu vá embora. Nunca mais terá tanta racionalidade, tomarei conta de tudo, comandarei cada passo e pensamento seu. Suas risadas serão somente as mais sinceras ao meu lado, e suas lágrimas se tornarão cada vez mais presentes por tudo o que trarei comigo. Sou um pacote!!
Seu tom baixo, sua voz inacreditavelmente doce chegava aos meus ouvidos como uma verdadeira e bem feita canção de ninar. Cerrei meus olhos, deixei que, como ele havia feito, o vento movimentasse meus fios de cabelo. Meus lábios sorriram sem o meu comando, senti meu coração palpitar silenciosamente no ritmo da tranqüilidade que acabava de se acomodar.
Saí do meu estado de êxtase. Voltei a fitá-lo com desejo. Encantou-me completamente. Segurou o pouco que restava de seu alimento com a mão mais distante de mim, e com a outra fez pressão sobre meu peito; sobre meu coração.
- É disso que eu me alimento!
- Tudo bem.
- Ainda assim não tem medo?
- Eu preciso da sua presença na minha vida. Preciso dessa insanidade. Minha vida só terá sentido quando não tiver sentido algum pela minha luta.
- Mas muito provavelmente irei feri-la.
- Você está pedindo licença para entrar na minha vida?
- Não! Nunca faço isso. Eu já sei que já estou no controle.
Senti um breve calafrio levantar meus pêlos cobertos pelo tecido grosso de minha blusa enquanto ele afastava sua mão do meu corpo.
- Posso ao menos saber o seu nome?
- Amor. Este é o meu nome: Amor!

maio 18, 2010

(In)Sanidade.


Pode parecer fácil, e até ser visto como heróico, se desfazer de vínculos amistosos, ou entrar em rivalidades, por causa de uma amizade. Sabendo, ou não, da durabilidade do “laço pivô”, defender quem se gosta parece justo (até mesmo quando quem está do outro lado da história é tão adorado quanto).



O sangue ferve. As mãos tremem. As palavras são soltas sem o mínimo de cautela. Sabe-se o que machuca, onde está cada ferida. Ataca! Ataca mesmo que não seja por causa pessoal. Ataca somente por instinto. Por opção.


Agora basta abrir os olhos. Um ato rápido e simples. Ver. Enxergar. Responder. É justo? Perdeu! Perdeu tudo o que tanto defendeu. Falhou na briga mais importante. Está sozinho!

maio 13, 2010

Manual de Instruções.


Ela adentrou a sala com seu material envolvido pelos braços. Os ombros estavam semi erguidos, como se naquela posição aclamasse por proteção. Conforme se aproximava, a maneira como estava vestida chamava mais atenção -rasteirinhas de bolinhas com um pequeno laço nas tiras que enfeitava seu peito dos pés, calça jeans um tanto justa que delineava suas pernas, e uma fina blusa clara em formato de jaleco. Sua estatura mediana e seus poucos quilos passavam uma imagem de bondade, sobre sua mente, porém, não se pode afirmar com tanta certeza. Discursos com data de validade passada provaram que ali estava uma garota leal ao manual de instruções; Como ser uma princesa.


Nada com nada. Princesas defendem o planeta, usam canetas coloridas, falam calmamente -sempre com uma postura encolhida. Não falam palavrão, defendem o ser homem. Entendem os animais. Acreditam em duendes, tem amigas fadas. Tem letra arredondada, desenhos caprichados. Sua voz fina e de baixo tom representa sua delicadeza, e se complementa com a sutileza do andar. Elas se vestem bem, escovam os fios de cabelo com perfeição, se maquiam para onde quer que vão. As princesas são indefesas, e visivelmente, facilmente, admiradas.


É fácil en(ganar)cantar. Vamos ser uma princesa hoje?

abril 21, 2010

Loveless.


- (...) Eu te amo!
- Sério? É verdade? Você me ama?
Um silêncio instantâneo tomou conta por alguns minutos.
- Não! É que eu queria puxar um assunto e não sabia o que dizer.
- Ah!

março 25, 2010

Hey.


I have been struggling for one or two years what some people struggle their entire lives with, being in love with someone you can not seem to be with. I have come to realize in these past years, that love is not as hard as some people make it to be.

When you are in the infinite state of infatuation, a feeling no word or emotion could ever come close to describing, you feel as though this life is worth living. And when you lose it, its unreal. Its a pain i cant describe. Every muscle in my body tenses and my heart pounds so hard i feel like it will kill me.
The thing i have learned most, is that this pain proves to me that my heart and felt a happiness i may never feel again.

I now know from my suffering that the time period in which i did feel this happiness was worth it. There are few moments in life in which i believe we find true happiness, a moment in which everything stands still and every emotion thought or worry is gone, and your a single soul floating in a world of ecstasy. Its a feeling i would not trade for anything.

There is no real conclusion to this, because its undescribable. I do know, that this pain i have felt, this feeling of hopelessness only shows me, i did once fall in love. And every ounce of faith in me, is devoted to the thought of reliving the happiness.

I will always have hope.

março 23, 2010

Inusitado.


Quantas vezes conheceu alguém por um acaso, em um lugar que nunca imaginaria, e que houve logo uma compatibilidade de gênios? Quantas vezes olhou ao lado para tentar encontrar essa pessoa, e se perdeu de tanta gente que havia; menos ela?

Não é novidade alguma saber que as pessoas atualmente têm facilidade em criarem laços. Tampouco novidade é esse coleguismo durar algumas horas de um bom papo, e nada mais. Se impressionar com a maneira como o relacionamento não vai pra frente, chega a ser um ato de ingenuidade. Assim como cobrar a presença dele em sua vida, de desespero.

Algumas vezes depositamos confiança em uma pessoa que aparece de um jeito que nos faz crer que será duradouro; aquela conversa que rende mais do que com um amigo de muito tempo, nos dá a certeza de que no dia seguinte ela se repetirá. Entretanto, quando nos damos conta que, assim como nós inicialmente, ela também estava apenas afim de um papo, ficamos desconsolados e tentando compreender o porquê de não ter virado uma amizade; um motivo para que não aconteça novamente tal acontecimento. Porém, a verdade é que só ficamos “deprimidos” até quando aparece um outro alguém que nos faz esquecer o passado; mas eis que tudo se repete, como um real ciclo.

Convenhamos que também somos propícios a cometer esse quase erro. Portanto, devemos de alguma maneira nos convencer que tudo não se passa de um instante que se apetece uma conversa sincera com alguém que não opinará sobre fatos antigos que lhe ocorreu, afinal, ele sequer sabe a data do seu aniversário, por exemplo. As coisas novas nos fazem crescer os olhos e ficar animados com o resultado que aquilo nos pode causar, e é completamente compreensível. Entretanto, não se deve pôr todas as suas fichas em cima de uma pessoa que pouco se conhece, até porque, você também não sabe a data do aniversário dela, provavelmente.