
Antonietta.


O sangue ferve. As mãos tremem. As palavras são soltas sem o mínimo de cautela. Sabe-se o que machuca, onde está cada ferida. Ataca! Ataca mesmo que não seja por causa pessoal. Ataca somente por instinto. Por opção.
Agora basta abrir os olhos. Um ato rápido e simples. Ver. Enxergar. Responder. É justo? Perdeu! Perdeu tudo o que tanto defendeu. Falhou na briga mais importante. Está sozinho!
Nada com nada. Princesas defendem o planeta, usam canetas coloridas, falam calmamente -sempre com uma postura encolhida. Não falam palavrão, defendem o ser homem. Entendem os animais. Acreditam em duendes, tem amigas fadas. Tem letra arredondada, desenhos caprichados. Sua voz fina e de baixo tom representa sua delicadeza, e se complementa com a sutileza do andar. Elas se vestem bem, escovam os fios de cabelo com perfeição, se maquiam para onde quer que vão. As princesas são indefesas, e visivelmente, facilmente, admiradas.

