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setembro 24, 2010

Aquática.

Oxigênio limitado.
Total controle em minhas mãos.
Lucidez suicida.
Meu corpo flutua na superfície da água,
Braços e pernas movimentam-se em sintonia
E fazem com que eu saia do lugar;
Sempre para frente, em um ritmo determinado por mim.
Por minha força e desejo.
O silêncio gritante, que me é proporcionado quando submersa, fascina.
O pouco que resta de ar é solto por entre os lábios,
E logo se transforma em pequenas bolhas que rapidamente ecoam.
Preciso respirar, mas não quero.
Pois sei que ao levantar a cabeça para fora,
Todo o exterior me invadirá com ruídos torturantes da minha realidade;
Serei retirada do sufoco delicioso de estar resistindo à ausência de livre 02.
Mas o faço o mais rápido possível e que consigo.
É obrigatório!
Logo volto ao meu estado imortal,
Movendo-me às custas do meu prazer,
Da minha paz.

julho 27, 2010

A mais antiga diversão do homem.



Raramente os que estão sentados nas cadeiras de um circo conseguem entender a verdadeira paixão pela arte circense. Porque apesar de todos os problemas que existem no particular de cada artista (incluindo todos os que participam da realização do espetáculo), quando a música começa, ninguém fica parado; ninguém pode ficar parado! Alimentam-se através da diversão e alegria alheia, e o eco da batida da palma das mãos é a única forma de reconhecer o trabalho que ali foi feito, o suor que foi dado. Muitos admiram e aplaudem os talentos que no centro do picadeiro são demonstrados, mas quase inexistentes são os que encarariam com tanta força o mundo paralelo e real que há por trás da cortina. A união de famílias distintas forma uma comunidade única de pura cumplicidade que a qualquer momento pode ser alterada. Uma empresa, um trabalho, a casa! Os trailers, os ônibus, as carretas. As plumas, os paetês, as malhas. Tudo faz parte de uma vida que junto carrega uma cultura. Uma cultura que anda por cada quilômetro do país que pertence pra levar a todos o pouco da magia que ainda resta ao humano, o pouco que ainda é permitido fantasiar.


"Desde a criação do mundo, o circo tem sido a mais antiga diversão do homem, criada com amor, suor e lágrimas. Que vem através dos tempos, deslumbrando grandes e pequenos, nobres e plebeus(...)".


*Post especial devido às férias que passei com parentes e amigos no Circo Rakmer. -Agradeço a todos que estiveram comigo nesses dias maravilhosos que passei na cidade de Brasília-DF, em especial minha família e B.
*Na foto: Brenda.

junho 15, 2010

Criatura divina.



Enquanto deliciava-se de algo semelhante a um pedaço qualquer de carne crua, encostado na quina do encontro entre duas paredes, com suas pernas bem encolhidas - como todo o corpo, deixava que o vento gelado do dia nublado movimentasse seus fios negros de cabelo. Aproximei-me agarrada nas mangas de minha blusa pouco fina.
- Será que eu posso?
Ele deu de ombros.
Deixei meu corpo cair no concreto pintado de cor branca e, de costas, escorreguei o corpo para o chão, ajeitando-me aos poucos ao lado daquele ser. Sua aparência perfeitamente assimétrica tinha total controle sobre meus olhos; era nada comum, diferente de tudo o que eu já havia visto. Repulsivo. Encantador! A paz que dava de apenas fitar aquelas imperfeições me trouxe dúvidas aparentemente sem respostas. Separei meus lábios, cheguei a pegar fôlego para bombardeá-lo com todas as minhas questões, mas logo juntei-os novamente envergonhada.
- Como ousa?
- Perdão?
- Não tem medo de mim?
- Por que o teria?
- Olhe bem! -Agarrou-se ao pedaço de carne crua como se estivesse aquecendo uma criança nua.
- Não entendi.
- Eu posso te fazer feliz. Eu posso te destruir, fazê-la erguer novamente. Sou capaz de te fazer guerrear consigo mesma, tenho o dom de trazer paz nos momentos mais absurdos. Sou poderoso, criança. Comigo você não vai conseguir fechar os olhos para dormir com medo de eu te deixar, ou até mesmo por que estará fazendo orações para que eu vá embora. Nunca mais terá tanta racionalidade, tomarei conta de tudo, comandarei cada passo e pensamento seu. Suas risadas serão somente as mais sinceras ao meu lado, e suas lágrimas se tornarão cada vez mais presentes por tudo o que trarei comigo. Sou um pacote!!
Seu tom baixo, sua voz inacreditavelmente doce chegava aos meus ouvidos como uma verdadeira e bem feita canção de ninar. Cerrei meus olhos, deixei que, como ele havia feito, o vento movimentasse meus fios de cabelo. Meus lábios sorriram sem o meu comando, senti meu coração palpitar silenciosamente no ritmo da tranqüilidade que acabava de se acomodar.
Saí do meu estado de êxtase. Voltei a fitá-lo com desejo. Encantou-me completamente. Segurou o pouco que restava de seu alimento com a mão mais distante de mim, e com a outra fez pressão sobre meu peito; sobre meu coração.
- É disso que eu me alimento!
- Tudo bem.
- Ainda assim não tem medo?
- Eu preciso da sua presença na minha vida. Preciso dessa insanidade. Minha vida só terá sentido quando não tiver sentido algum pela minha luta.
- Mas muito provavelmente irei feri-la.
- Você está pedindo licença para entrar na minha vida?
- Não! Nunca faço isso. Eu já sei que já estou no controle.
Senti um breve calafrio levantar meus pêlos cobertos pelo tecido grosso de minha blusa enquanto ele afastava sua mão do meu corpo.
- Posso ao menos saber o seu nome?
- Amor. Este é o meu nome: Amor!

maio 13, 2010

Manual de Instruções.


Ela adentrou a sala com seu material envolvido pelos braços. Os ombros estavam semi erguidos, como se naquela posição aclamasse por proteção. Conforme se aproximava, a maneira como estava vestida chamava mais atenção -rasteirinhas de bolinhas com um pequeno laço nas tiras que enfeitava seu peito dos pés, calça jeans um tanto justa que delineava suas pernas, e uma fina blusa clara em formato de jaleco. Sua estatura mediana e seus poucos quilos passavam uma imagem de bondade, sobre sua mente, porém, não se pode afirmar com tanta certeza. Discursos com data de validade passada provaram que ali estava uma garota leal ao manual de instruções; Como ser uma princesa.


Nada com nada. Princesas defendem o planeta, usam canetas coloridas, falam calmamente -sempre com uma postura encolhida. Não falam palavrão, defendem o ser homem. Entendem os animais. Acreditam em duendes, tem amigas fadas. Tem letra arredondada, desenhos caprichados. Sua voz fina e de baixo tom representa sua delicadeza, e se complementa com a sutileza do andar. Elas se vestem bem, escovam os fios de cabelo com perfeição, se maquiam para onde quer que vão. As princesas são indefesas, e visivelmente, facilmente, admiradas.


É fácil en(ganar)cantar. Vamos ser uma princesa hoje?

abril 29, 2010

Eu conheci.


A primeira vez que o vi, eu assustei até demais. Jamais poderia crer que um dia aquilo aconteceria, nem nunca imaginei que era algo visível. Na realidade, sempre duvidei da existência.

Meu anjo da guarda estava sobre o meu corpo, me fitava com um sorriso largo em sua face. E sua aparência era típica de contos infantis, cachinhos dourados, olhos claros, pele branca, bem branca. Estava vestido com apenas uma peça de roupa, algo largo e de cor clara, um tecido semelhante a seda. Ainda não tenho certeza se é um garoto ou uma garota, e para falar a verdade, sei nem se tem essa diferenciação. Seus dentes perfeitos que montavam seu sorriso me conquistavam e me faziam sorrir também. A sensação plena de paz que tomou conta do meu corpo me fez estremecer, mas com a certeza de que era por algo bom. Mesmo um pouco distante, pude enxergar seus lábios se mexerem e como mágica, fui presenteada com um “bom dia!” em um tom doce no pé do ouvido.

Desde então, minhas manhãs são iniciadas e tranquilizadas assim, com um lindo pequeno garoto, ou garota, me desejando bom dia antes mesmo de eu me levantar.

abril 24, 2010

Have pride in who you are.


Eu sabia que já estava na hora de confessar meus desejos. Sabia que na verdade, já tinha passado dela. Estava sendo nada fácil ter de conviver com aquele segredo a tanto tempo - dois anos talvez. A briga, o reboliço, que causaria chegaria nem perto do que a que tive de enfrentar comigo mesma - o complexo de que era errado. Foi nesse momento de desespero para contar que tomei fôlego e sentei-me. Seu rosto me transmitia uma imagem de paz que logo, eu tinha certeza, mudaria. Os olhos me queimavam, eles me intimidavam, e quase eram o suficiente para me fazer desistir. Ergui minhas mãos com as palmas viradas em sua direção, como um gesto de quem pede calma em silêncio. Logo as abaixei novamente apoiando-as sobre minhas pernas. E então, comecei a falar.

- Por favor, apenas me ouça! Pode ser que isso derrube nossa família, pode até ser que isso te faça criar um tipo de desgosto por mim, mas eu preciso falar. Não posso mais guardar esse tipo de segredo com medo de ser rejeitada. Talvez eu nunca devesse ter assumido para mim mesma e de alguma forma ter aceitado, mas seria um erro imenso querer mudar meu gosto, meu instinto. É sim, já faz dois anos ou talvez mais. Eu gosto de mulheres! –Tomei um fôlego profundo, e logo continuei sem dar espaço para que me retrucasse. – É! De mulheres. Não, eu não gosto somente de mulheres, e nem tenho vontade de ter uma vida sexual com alguma (“pelo o menos não ainda”, pensei), e não significa que olho para todas que cruzam o meu caminho com desejo. Homens me atraem. E mulheres me fazem tão bem quanto eles. Já tive relações com algumas e, é claro, apenas elas sabem desses momentos. Apaixonei-me por uma, mas não deixei que o sentimento se alastrasse, porque eu já sabia que nunca poderia trazê-las para casa e apresentar para meus pais como minha namorada.

Deixei que um peso imenso caísse dos meus ombros e logo os deixei cair juntos. Minha coluna adquiriu um formato mais arredondado, e minha cabeça permitiu-me apenas olhar para o chão. Eu podia sentir uma reação igual a minha, talvez uma decepção ou um alívio por saber o que estava acontecendo. Insano.

Chacoalhei minha cabeça rapidamente, cerrei meus olhos com força e fixei em minha mente.
“Se não tem forças para admitir ao seu próprio reflexo sua bissexualidade, como poderá olhar aos que te amam e dizer? Pode ser fácil falar sem parar e sem ter alguém para responder-te. Mas a pressão para que mudes, para que desista e se convença de que é apenas um momento, será muito maior do que a que um espelho pode parecer causar. Seja forte!”

Levantei de minha cama e deixei que o espelho refletisse apenas o espaço vazio que ali ficou.

abril 21, 2010

Núcleo atômico.


Eram na verdade dois prótons cobertos por pele de alabastro. Os olhares intensos que trocavam eram perceptíveis aos olhos de qualquer um que dedicasse alguns segundos para aquela cena. A maneira como ela se aproximava dele mostrava claramente uma alma lânguida e inerme, em relação à aquela sensação de estar chegando perto ao agro de tão igual.

Suas mãos se uniram, mas seus corpos mantiveram-se distantes -uma verdadeira labuta! Ali, naquela junção entre duas cargas positivas, houve um espaço de inteiração forte, onde ambos já estavam acomodados indo contra à lei da física.


A dolência não se deixava passar por sorrisos adamastóricos que aos poucos surgiam. O palor de suas peles ia se partindo quando a rutilância tornava aos seus olhos. Tamanho exagero de sentimentos que ali estava presente, que nem sequer um ocaso poderia ofuscar.


Outrora os elétrons, a sociedade, traziam de volta os fantasmas noctívagos que implantavam naquela união sementes do monótono, do lasso. Afundavam-os em perfeita hipocondria.


Desd'aí só mesmo a imaginativa poderia salvá-los e trazê-los de volta ao seu mundo particular. Onde somente eles existiam.

abril 17, 2010

Veja bem...


Não olhe nos meus olhos tentando encontrar alguma alma,
porque não encontrará!
Não procure sentimentos no meu coração,
porque não achará!
Me falta uma parte, a qual talvez eu nunca mais terei de volta.
Me faltam pedaços que trariam verdades
e que justificariam todas as minhas revoltas.

Não adianta tentar encontrar em mim vestígios de sentimentos,
ou uma alma livre com esperanças.
Enfrente somente minhas atitudes,
pois elas revelarão meias ideias, alguns pensamentos,
parte das lembranças.

E a partir disso, você saberá quem sou.
Me conhecerá ao meio, na verdade,
porque sequer inteira estou.

abril 13, 2010

Efeito borboleta.


Há quem acredite que a solução do que se vive no presente, seria voltar no tempo e mudar situações. No entanto, quais seriam as novas consequências a viver?

Arrependimentos sobre atos passados podem existir, mas o desejo de mudá-los é, particularmente dizendo, inaceitável. De uma forma ou outra, os erros e decepções fazem com que haja um amadurecimento. E tendem a nos levar ao progresso, e não à vontade de regredir.

No momento que tomamos uma decisão, não sabemos quais serão os frutos dela. Logo, mudarmos o passado seria tão incerto quanto quando o vivemos como presente.

Ora erro, ora acerto. Ora incerto, sempre incerto.

março 26, 2010

Estranha personalidade.


Amo o arrepio da brisa gelada na pele, mas odeio não ter alguém que o evite.

Não gosto de ser deixada falando sozinha, mas vivo o fazendo.

Falar comigo mesma em idiomas de autoria própria, aliás, me encantam, mas ter de interpretar dialetos alheios me cansam.

Preservo a calma e o silêncio, só que não me dê cinco minutos de poder que gritarei aos quatro cantos e ficarei vermelha de raiva.

Monotonia me corrói, entretanto mudanças são desprezadas por mim.

Tédio me dá dor de cabeça. E ter o que fazer, preguiça.

Não me toque”. “Me abrace!”.

Piadas bem elaboradas são fracas para o meu humor, e situações bobas me fazem cair na gargalhada.

Sou estressada e bem resolvida superficialmente, mas sou carente e ligeiramente perturbada.

Escrever alivia minha mente, mas ler a bloqueia.

Gosto de amar e ser amada, mas reciprocidade deixa minha vida chata.

Distância me incomoda por não poder ultrapassá-la na maioria das vezes, mas agradeço sua existência por me impedir de matar alguém parte do tempo.

A voz, o tom, as palavras ditas me roubam o coração, mas o silêncio é mais completo para mim.

Preciso de pessoas a minha volta dizendo minhas qualidades, mas minha auto crítica não me deixa vê-las e ouví-las.


Sou confusa e determinada. Quieta e agitada. Calma e hostil. Auto controle perfeito, e descontrolada. Educada e respondona. Falo baixo, mas grito. Preso palavreado culto e de baixo calão. Gosto de mimos e odeio grude.


Sou eu mesma e não sou.

março 17, 2010

Não é o suficiente.


Lá estava ela novamente me fitando enquanto eu brincava com a comida do prato.
- O que é? -disse-lhe com a voz baixa mas em um tom agressivo.
- Você não se cansa de fingir que está comendo?
- Não devo comer. Só estou passando o tempo. -resolvi encará-la com um leve sorriso no rosto.
Cada centímetro de minha face era examinado em questão de segundos; eu podia sentir seu olhar me queimando. Era claro que seus pensamentos estavam a mil por hora formulando algo impactante. Furei o ovo cozido com o garfo e cortei-o em pequenos pedaços.
- Você não precisa desse tipo de loucura, está tudo em forma!
Respirei o mais fundo possível soltando os talheres, virei em sua direção com a palma das mãos sobre minhas coxas e penetrei em sua alma através dos olhos.
- Nunca será o suficiente para mim. -fiz questão de enfatizar a palavra "mim", ela precisava se dar conta de que a opinião dela não me importava. Não naquele instante e para este assunto.
- Vai acabar morrendo... -cada palavra sua foi dita em tom descrescente.
Retruquei-lhe sem pensar.
- A questão é: eu tenho medo disso?

março 16, 2010

Inferno Particular.


Deitei-me em minha cama para ocupar minha mente com uma boa leitura. Em vão. Cada palavra me levava de alguma forma para cálculos. Decidi então mudar de estratégia, peguei exercícios de física para fazer; substituir os números de uma conta me parecia uma boa solução. Em vão novamente. Com a ponta dos dedos da mão esquerda empurrei todos os cadernos, livros, canetas, tudo, para o canto da cama até que caíssem no chão. Agarrei minha pequena e murcha estrela amarela e fiquei a olhar para a janela aberta que mais se parecia com um quadro, devido a lua que a iluminava de longe. Bem visível, clara, limpa. O vento gelado alcançava os dedos dos meus pés antes que qualquer outra parte do meu corpo, entretanto já era o bastante para me fazer sentir calafrios seguidos.


"Duzentos e noventa e sete.", pensei. Inúmeros planos para perder esse número passaram pela minha cabeça. Sessenta. Sessenta minutos de esteira. Cento e oitenta. Cento e oitenta abdominais. Três. Três litros d'água por dia. Zero. Duzentos e noventa e sete era a quantidade de calorias consumidas, era a quantidade de calorias não gastas. ”Uma banana-prata de oitenta e nove calorias, mais duas xícaras de café com cinquenta e duas calorias, mais dois ovos cozidos de cento e cinquenta e seis calorias.”, calculei. ”É. Duzentos e noventa e sete.”, conclui.


Levantei-me rapidamente deixando minha pequena estrela cair e arranquei minha roupa com força ficando apenas com as peças íntimas. Analisei-me de frente ao espelho, passando as mãos por cada curva que me compõe. Borboletas no estômago. Fixei meus olhos apenas nos pontos positivos. Os ossos do meu colo pareciam gritar de tão formosos que estavam aparecendo pela pele. O do quadril apenas insinuava uma aparição, nada demais. Meus pulsos eram a parte mais fina dos braços, os ossinhos saltados e bem visíveis me causaram um sorriso largo espontâneo. ”Duzentos e noventa e sete.”, fui pega de surpresa. Novamente esse número me perturbou.


Não me preocupei em vestir-me, me abaixei e peguei novamente minha estrela murcha, deitei em minha cama encolhida puxando o cobertor com os pés de uma maneira habilidosa pelo costume de fazê-lo. E deixei que os números me dominassem sem dó. ”Zero calorias. Cento e vinte horas. Cem vezes mais feliz (...)”.