setembro 24, 2010
Aquática.
setembro 09, 2010
Eu reconheço.
O sabor peculiar invade minha boca deixando-a levemente salgada.
Inteiramente.
Como o gosto de soro, ao final posso sentir um sabor que desagrada.
Mas não na língua;
Sinto no peito. Sinto na mente.
Sensação de isolamento, mais uma vez.
Perdida, preciso de ajuda.
julho 07, 2010
Encontro.

Tu tu tu tu tu...
junho 15, 2010
Criatura divina.

- Será que eu posso?
Ele deu de ombros.
Deixei meu corpo cair no concreto pintado de cor branca e, de costas, escorreguei o corpo para o chão, ajeitando-me aos poucos ao lado daquele ser. Sua aparência perfeitamente assimétrica tinha total controle sobre meus olhos; era nada comum, diferente de tudo o que eu já havia visto. Repulsivo. Encantador! A paz que dava de apenas fitar aquelas imperfeições me trouxe dúvidas aparentemente sem respostas. Separei meus lábios, cheguei a pegar fôlego para bombardeá-lo com todas as minhas questões, mas logo juntei-os novamente envergonhada.
- Como ousa?
- Perdão?
- Não tem medo de mim?
- Por que o teria?
- Olhe bem! -Agarrou-se ao pedaço de carne crua como se estivesse aquecendo uma criança nua.
- Não entendi.
- Eu posso te fazer feliz. Eu posso te destruir, fazê-la erguer novamente. Sou capaz de te fazer guerrear consigo mesma, tenho o dom de trazer paz nos momentos mais absurdos. Sou poderoso, criança. Comigo você não vai conseguir fechar os olhos para dormir com medo de eu te deixar, ou até mesmo por que estará fazendo orações para que eu vá embora. Nunca mais terá tanta racionalidade, tomarei conta de tudo, comandarei cada passo e pensamento seu. Suas risadas serão somente as mais sinceras ao meu lado, e suas lágrimas se tornarão cada vez mais presentes por tudo o que trarei comigo. Sou um pacote!!
Seu tom baixo, sua voz inacreditavelmente doce chegava aos meus ouvidos como uma verdadeira e bem feita canção de ninar. Cerrei meus olhos, deixei que, como ele havia feito, o vento movimentasse meus fios de cabelo. Meus lábios sorriram sem o meu comando, senti meu coração palpitar silenciosamente no ritmo da tranqüilidade que acabava de se acomodar.
Saí do meu estado de êxtase. Voltei a fitá-lo com desejo. Encantou-me completamente. Segurou o pouco que restava de seu alimento com a mão mais distante de mim, e com a outra fez pressão sobre meu peito; sobre meu coração.
- É disso que eu me alimento!
- Tudo bem.
- Ainda assim não tem medo?
- Eu preciso da sua presença na minha vida. Preciso dessa insanidade. Minha vida só terá sentido quando não tiver sentido algum pela minha luta.
- Mas muito provavelmente irei feri-la.
- Você está pedindo licença para entrar na minha vida?
- Não! Nunca faço isso. Eu já sei que já estou no controle.
Senti um breve calafrio levantar meus pêlos cobertos pelo tecido grosso de minha blusa enquanto ele afastava sua mão do meu corpo.
- Posso ao menos saber o seu nome?
- Amor. Este é o meu nome: Amor!
junho 02, 2010
Cartas sem destino.

Um desses papéis estava particularmente mais amarelado. Lendo-o, admirei-me ao notar o efeito da droga que cheguei a experimentar nos desejos ali escritos: você. Um estado de dependência absoluta, uma delícia de sensação que fazia um largo sorriso abrir em minha face. Tão brilhantes eram seus olhos, tão adorável sua pele, tão apaixonante o aperto dos seus braços no meu corpo.
Te senti comigo. Seus passos silenciosos circundavam meu corpo encolhido e ajoelhado no centro do quarto, suas mãos me aqueciam como fresta do Sol em dias de frio, sua voz, tão imaginativa quanto sua presença, era uma brisa gostosa que arrepiava cada pelo da superfície de minha pele. Abracei cada folha encontrada, todas as cartas que deveriam estar em suas mãos, apertei-as em meu peito. Tive certeza, a absoluta e absurda certeza de que naquele momento você ouviria meu coração acelerar.
maio 08, 2010
Bandeira branca.
Antonieta era só mais uma adolescente com seus quinze anos de idade que, como outras milhares, enfrentava batalhas de uma interminável guerra cotidiana. Já era tarde da noite, inicio da madrugada. Ao olhar para o relógio, notou ser pouco mais que meia-noite, olhou rapidamente para o teto e tomou coragem. Empurrou pedaço por pedaço do seu corpo para fora do sofá, e caminhou pelo curto, mas que ali mais parecia infinito, corredor que a separava de seu quase arqui-inimigo. Chegando na porta de entrada deparou-se com a posição indefesa e de fácil ataque, cruzou seus braços e parada ali ficou por alguns minutos talvez. Com seu corpo encostado na batente, seu peso totalmente jogado sobre ela, permitia-se alguns sorrisos formados pelos lábios. Antonieta direcionou-se ponta a ponta como quem estivesse andando sobre ovos e cutucou os pés delicadamente de quem estava deitado. Quando notou, mesmo na escuridão, os olhos abertos e espantados fitando-a, sussurrou:-Feliz dia das mães, mãe!
Um feixe de luz perdido no final do túnel apareceu repentinamente para Antonieta.
Era um sorriso de agradecimento pela bandeira branca erguida naquela noite.
Ser humano x Perfeição.

“ Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. “ (Antoine de Saint-Exupéry)
Um erro. Um ato mal pensado, irracional, inocente talvez. Basta um passo em falso para que o nome suma, e todo o histórico de vida desapareça. É simples de entender, e quando acontece, é tão rápido quanto um carro na corrida de F1. Ao fechar os olhos no ato involuntário de piscar, e quando voltar a abri-los, pronto, já foi, a borracha do erro se concretizou e apagou.
A grande questão por trás disso é, se a confiança, um dos sentimentos indispensáveis para um bom relacionamento, some de cara, logo na primeira atitude equivocada, como fazer para consertar o estrago? Na realidade, tem como?
Talvez pela posição que me encontro, essa solução não esteja dentro do meu campo periférico de visão. Então, torno-me vazia quando tento encontrar uma maneira de provar que os erros são o caminho para o certo, e que a falta de confiança de terceiros nada mais é, senão um impulso para a desistência.
Errar faz parte da dádiva que é viver. No entanto, pagar por isso, também.
maio 03, 2010
Deus

Ela não é oriunda das tormentas que vi e vivi.
Provém das inúmeras e gélidas noites que acordei,
Trêmulo com o cortante frio que jamais senti.
Fujo de olhares impregnados com desprezo.
Ouço palavras vis, travestidas de benevolência.
São pronunciadas com com falsa meditação,
Por homens convictos de Tua existência.
Perco-me na confusão que chamam de Vida.
Calado pelos outros, parei de me expressar.
Guardo para mim as tristes incertezas,
Que poucos ousam questionar.
Todavia, não é o meu silêncio forçado que incomoda.
Tampouco palavras repressoras e olhares de censura.
Não! O que tira meu sono à noite, Senhor,
É essa Tua indiferente – quiçá apenas ausente – postura.
Talvez minha muito limitada mente mortal
Não tenha captado o Vosso grandioso plano.
Mesmo assim, abomino esse propósito maior
Que, sem explicações, subjuga o ser humano.
És tão abstrato! Como Te descobriram; onde estás?
E nem sequer é essa a razão da crença inviabilizada.
Pois de imediato reconheço: eu até poderia ter fé,
Se vivêssemos de forma mais civilizada.
Para uma mera conclusão, calha reforçar o pensamento.
Nunca Te manifestastes, erguestes de alicerce nenhum.
Criamos molde utópico para o nosso próprio Criador,
Mas o vazio é o mesmo. E agora? Criaremos mais um?
Não espero acordar amanhã e encontrar a resposta
Que até hoje, apesar da busca constante, nunca veio.
Mas não nego que ainda sonho em descobrir, algum dia,
Que tudo isso não passa de um surreal devaneio.
Se por ventura a morte me acordar para outra realidade,
Então talvez haja um fio no qual perdure a esperança.
Mas enquanto não deixo a vida, continuo aqui;
O homem sem dormir, a alma que nunca descansa."
*Esse texto foi encontrado em uma comunidade do Orkut. O dono é identificado como Rourke. -O título foi por mim alterado, mas o texto foi devidamente mantido de acordo com sua forma original.
abril 21, 2010
Núcleo atômico.
Suas mãos se uniram, mas seus corpos mantiveram-se distantes -uma verdadeira labuta! Ali, naquela junção entre duas cargas positivas, houve um espaço de inteiração forte, onde ambos já estavam acomodados indo contra à lei da física.
A dolência não se deixava passar por sorrisos adamastóricos que aos poucos surgiam. O palor de suas peles ia se partindo quando a rutilância tornava aos seus olhos. Tamanho exagero de sentimentos que ali estava presente, que nem sequer um ocaso poderia ofuscar.
Outrora os elétrons, a sociedade, traziam de volta os fantasmas noctívagos que implantavam naquela união sementes do monótono, do lasso. Afundavam-os em perfeita hipocondria.
Desd'aí só mesmo a imaginativa poderia salvá-los e trazê-los de volta ao seu mundo particular. Onde somente eles existiam.
abril 13, 2010
Efeito borboleta.

Arrependimentos sobre atos passados podem existir, mas o desejo de mudá-los é, particularmente dizendo, inaceitável. De uma forma ou outra, os erros e decepções fazem com que haja um amadurecimento. E tendem a nos levar ao progresso, e não à vontade de regredir.
No momento que tomamos uma decisão, não sabemos quais serão os frutos dela. Logo, mudarmos o passado seria tão incerto quanto quando o vivemos como presente.
Ora erro, ora acerto. Ora incerto, sempre incerto.
março 26, 2010
Estranha personalidade.

Não gosto de ser deixada falando sozinha, mas vivo o fazendo.
Falar comigo mesma em idiomas de autoria própria, aliás, me encantam, mas ter de interpretar dialetos alheios me cansam.
Preservo a calma e o silêncio, só que não me dê cinco minutos de poder que gritarei aos quatro cantos e ficarei vermelha de raiva.
Monotonia me corrói, entretanto mudanças são desprezadas por mim.
Tédio me dá dor de cabeça. E ter o que fazer, preguiça.
“Não me toque”. “Me abrace!”.
Piadas bem elaboradas são fracas para o meu humor, e situações bobas me fazem cair na gargalhada.
Sou estressada e bem resolvida superficialmente, mas sou carente e ligeiramente perturbada.
Escrever alivia minha mente, mas ler a bloqueia.
Gosto de amar e ser amada, mas reciprocidade deixa minha vida chata.
Distância me incomoda por não poder ultrapassá-la na maioria das vezes, mas agradeço sua existência por me impedir de matar alguém parte do tempo.
A voz, o tom, as palavras ditas me roubam o coração, mas o silêncio é mais completo para mim.
Preciso de pessoas a minha volta dizendo minhas qualidades, mas minha auto crítica não me deixa vê-las e ouví-las.
Sou confusa e determinada. Quieta e agitada. Calma e hostil. Auto controle perfeito, e descontrolada. Educada e respondona. Falo baixo, mas grito. Preso palavreado culto e de baixo calão. Gosto de mimos e odeio grude.
Sou eu mesma e não sou.
março 25, 2010
Hey.

When you are in the infinite state of infatuation, a feeling no word or emotion could ever come close to describing, you feel as though this life is worth living. And when you lose it, its unreal. Its a pain i cant describe. Every muscle in my body tenses and my heart pounds so hard i feel like it will kill me.
The thing i have learned most, is that this pain proves to me that my heart and felt a happiness i may never feel again.
I now know from my suffering that the time period in which i did feel this happiness was worth it. There are few moments in life in which i believe we find true happiness, a moment in which everything stands still and every emotion thought or worry is gone, and your a single soul floating in a world of ecstasy. Its a feeling i would not trade for anything.
There is no real conclusion to this, because its undescribable. I do know, that this pain i have felt, this feeling of hopelessness only shows me, i did once fall in love. And every ounce of faith in me, is devoted to the thought of reliving the happiness.
I will always have hope.
março 23, 2010
Inusitado.

Não é novidade alguma saber que as pessoas atualmente têm facilidade em criarem laços. Tampouco novidade é esse coleguismo durar algumas horas de um bom papo, e nada mais. Se impressionar com a maneira como o relacionamento não vai pra frente, chega a ser um ato de ingenuidade. Assim como cobrar a presença dele em sua vida, de desespero.
Algumas vezes depositamos confiança em uma pessoa que aparece de um jeito que nos faz crer que será duradouro; aquela conversa que rende mais do que com um amigo de muito tempo, nos dá a certeza de que no dia seguinte ela se repetirá. Entretanto, quando nos damos conta que, assim como nós inicialmente, ela também estava apenas afim de um papo, ficamos desconsolados e tentando compreender o porquê de não ter virado uma amizade; um motivo para que não aconteça novamente tal acontecimento. Porém, a verdade é que só ficamos “deprimidos” até quando aparece um outro alguém que nos faz esquecer o passado; mas eis que tudo se repete, como um real ciclo.
Convenhamos que também somos propícios a cometer esse quase erro. Portanto, devemos de alguma maneira nos convencer que tudo não se passa de um instante que se apetece uma conversa sincera com alguém que não opinará sobre fatos antigos que lhe ocorreu, afinal, ele sequer sabe a data do seu aniversário, por exemplo. As coisas novas nos fazem crescer os olhos e ficar animados com o resultado que aquilo nos pode causar, e é completamente compreensível. Entretanto, não se deve pôr todas as suas fichas em cima de uma pessoa que pouco se conhece, até porque, você também não sabe a data do aniversário dela, provavelmente.
março 19, 2010
Bad Romance.

Eu queria entender no que é baseado a desconfiança e toda a falta de vontade de estar junto; essas coisas geram consequências nada boas que afetam profundamente o emocional de qualquer pessoa que passe pela situação. É como a velha história das marcas dos pregos na madeira, nunca irão embora ou deixam de existir. Cada palavrinha de reconciliação é jogada ao vento para quem quiser ouvir e tentar compreender o sentido dessa busca sem fim, inútil.
Basicamente, tudo se perdeu na enorme bola de neve que nosso romance se tornou, e agora aqueles bons e raros momentos juntos se transformaram em pequenos resíduos de lembranças -nada mais que isso.
Não minto ao dizer que ainda te busco nos meus olhos quando encaro um espelho, ou quando vejo marcas de pés pelo meu caminho. Entretanto, é indescritível a sensação de alívio que sinto quando percebo que chegamos ao fim sem ao menos percebermos.
Foi uma tempestade que nos fez ter ondas de calor sem nexo, mas que também foi capaz de gelar cada centímetro de nossos corpos. E aquela tal melodia que um dia foi as batidas de nossos corações acabou virando duas músicas distintas, e inaudíveis.
Por fim, as almas que um dia se juntaram, voltaram a ir em busca de novas aventuras. Procurando, ainda, por um rumo certo, perambolando por todas as ruas estreitas, ou não, evitando sempre o calor do Sol -por apenas um motivo, mater-me sempre conectada ao aquecimento que seus braços foram capazes de me trazer.
março 11, 2010
Tornei-me poliglota.

Desde o dia em que tive a loucura de ousar a conhecê-lo, eu tinha certeza de que não seria apenas mais um contato. Na realidade, havia só uma coisa em mente: fazer parte da vida dele em algum momento. Como uma boa geminiana -orgulhosa e impulsiva, não hesitei em passar por cima dos meus princípios para conseguir concretizar meu plano mirabolante.
Por fazer parte de uma banda, ser um rapaz bonito, no auge dos seus vinte e um anos, era óbvio que meu caminho seria longo e cheio de obstáculos bem difíceis.
Tava na semana do fim do ano, então o assunto que nos cercava era bem previsível. Festas. Conseguia sem dificuldade prendê-lo com minhas palavras quase sinceras que ofuscavam interesses maiores -e é claro, minha inexperiência.
Não demorou muito para seus grandes olhos azuis cor do céu aumentassem diante da minha falsa imagem que comecei a passar. Com os dias, deixei escapar leves demonstrações de intenções, as quais -como um garanhão nato, nunca deixaria passar despercebido. Caiu na isca.
O que eu não sabia -ou fingia não saber, era que aquela minha nova aventura se tornara para ele uma grande oportunidade, um desejo ardente. Embora eu soubesse que eu estava prestes a aprender um novo idioma, não hesitei em encontrá-lo. Tampouco hesitei de seguir o destino que ele próprio havia traçado. O caminho não foi curto -muito menos confortável, já que ele fazia questão de falar sem parar sobre sua vida (mas nunca falando como homem, mas sim como o fulano que toca na banda). Por vezes tentei pedir para que eu não fosse confundida com uma fã, mas minha voz recusava-se a sair quando seus olhos vinham de encontro aos meus.
Chegamos ao lugar que eu nunca havia entrado, e então me dei conta de que ele estava decidido a ser meu professor naquele dia.
Deixei a onda de realização me invadir de uma vez só, e não permiti que seus lábios me intimidassem sempre que se aproximavam. Eu senti cada dedo de suas mãos dançando pela minha pele, e o toque fazia uma combinação perfeita com a pressão que seu corpo fazia de leve contra o meu. Aos poucos eu me acostumei com a nova língua que ele me ensinava de olhos fechados. Consegui esquecer do mundo -assim como ele havia prometido. E só voltei à lucidez com a água fria do chuveiro que caía como flocos de neve sobre nossos corpos. Vergonha.
Existiu mais carinho, preocupação e paciência, do que imaginava que ele seria capaz de ter. Algumas vezes ele passava sua mão sobre a minha e tentava segurá-la, mas de uma maneira hostil ele logo a soltava -assim como uma pessoa em dieta pegando um doce no armário. Eu acabava entendo, no entanto ficava com vontade de agarrá-la de volta -assim como uma pessoa em dieta encarando um doce no armário.
O caminho de volta foi menos longo do que o de ida. Entretanto, sua voz soava mais íntima, e suas paradas para respirar me permitiam soltar algumas palavras intimidadas. Havia uma ligação no ar, nossos olhares por vezes se encontraram, e como uma consequência gostosa sorrisos surgiam. Por fim, em algumas frases soltas eu encontrava o homem que eu queria.
Ao chegarmos no local de início, dentro do carro nos permitimos uns segundos em silêncio. Olhos nos olhos, lábios nos lábios. Foi agradável e pessoal.
Eu não tinha a capacidade de pensar em mais nada, além de que eu havia me tornado uma poliglota.

