
Antonietta.

O sangue ferve. As mãos tremem. As palavras são soltas sem o mínimo de cautela. Sabe-se o que machuca, onde está cada ferida. Ataca! Ataca mesmo que não seja por causa pessoal. Ataca somente por instinto. Por opção.
Agora basta abrir os olhos. Um ato rápido e simples. Ver. Enxergar. Responder. É justo? Perdeu! Perdeu tudo o que tanto defendeu. Falhou na briga mais importante. Está sozinho!
Ah! Qual é? Qual o orgulho que a sua (nossa) nacionalidade dá? Futebol? Que é marcado por guerra ininterruptas de torcidas “organizadas”, e pelo os melhores jogadores caírem fora do país na primeira, no máximo segunda, chance. Carnaval? Que caracteriza muito a vida cotidiana do país, certo? Festas, bunda de fora, e tudo mais. Povo caloroso? O que, convenhamos, só vemos que essa paixão existe quando é um artista, seja ele de qual área for, que está diante das pessoas, porque quando é um morto de fome caído pelo chão sem ter sequer onde se deitar, nenhuma paixão é visível ali. “O cara!”, segundo Barack Obama? Nosso querido Presidente te dá orgulho de ser brasileiro? Ok, reconheçamos que para quem é semi-analfabeto, que começou como torneiro mecânico, e hoje estar na Presidência da República de um país do porte que o Brasil é (e quando digo “porte” quero dizer pela imensidão do território e número de população), a luta foi grande e nada fácil. Porém, sabe você que no Governo Lula há mais de cem casos de escândalos? Os quais, é claro, ele não sabia.
Vamos lá, 2010 é ano de novas eleições. Além do presidente da República, também serão eleitos governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distrital. Sendo que:
Presidente da República – quatro anos no governo.
Senador – oito anos.
Deputados – quatro anos.
Ignorando as reeleições, já é um bom tempo! Sim, é claro, não deixo de lado o fato de que com a quantidade de coisa a ser feita, o tempo vira curto, no entanto, é o suficiente para fazer um enorme estrago também. Por isso, a única maneira de podermos corrigir o país, ter orgulho de onde vivemos (e não, não estou falando das praias e nem nada disso!), o primeiro passo a ser dado é do povo. Sim, do povo. Este mesmo que elege os carrascos para o poder e que depois reclamam. Um voto com sabedoria, e com o mínimo de consciência, pode mudar tudo. Não adianta pensar que “as crianças são o futuro do Brasil”, sendo que a cada mês as coisas pioram duas, três vezes mais. É uma bola de neve que nunca para de rodar, de crescer.
Candidatos à Presidência da República:
Dilma Rousseff (PT),
Ciro Gomes (PSB-CE)
José Serra (PSDB)
Aécio Neves (PSDB)
Marina Silva (AC) -deve ser a candidata pelo Partido Verde-.
Para que o título deste Post tenha sentido, é necessário ter uma motivação.
E o Brasil não tem mais isso!




Não gosto de ser deixada falando sozinha, mas vivo o fazendo.
Falar comigo mesma em idiomas de autoria própria, aliás, me encantam, mas ter de interpretar dialetos alheios me cansam.
Preservo a calma e o silêncio, só que não me dê cinco minutos de poder que gritarei aos quatro cantos e ficarei vermelha de raiva.
Monotonia me corrói, entretanto mudanças são desprezadas por mim.
Tédio me dá dor de cabeça. E ter o que fazer, preguiça.
“Não me toque”. “Me abrace!”.
Piadas bem elaboradas são fracas para o meu humor, e situações bobas me fazem cair na gargalhada.
Sou estressada e bem resolvida superficialmente, mas sou carente e ligeiramente perturbada.
Escrever alivia minha mente, mas ler a bloqueia.
Gosto de amar e ser amada, mas reciprocidade deixa minha vida chata.
Distância me incomoda por não poder ultrapassá-la na maioria das vezes, mas agradeço sua existência por me impedir de matar alguém parte do tempo.
A voz, o tom, as palavras ditas me roubam o coração, mas o silêncio é mais completo para mim.
Preciso de pessoas a minha volta dizendo minhas qualidades, mas minha auto crítica não me deixa vê-las e ouví-las.
Sou confusa e determinada. Quieta e agitada. Calma e hostil. Auto controle perfeito, e descontrolada. Educada e respondona. Falo baixo, mas grito. Preso palavreado culto e de baixo calão. Gosto de mimos e odeio grude.
Sou eu mesma e não sou.
Passam as horas. Passam os dias. Sinto-me fora do ritmo em que o mundo gira. Ou melhor, permaneço sentindo essa sensação. Pode parecer estranho, e mais, um tanto repetitivo. Mas sinto-lhes, nada posso fazer para que mude essa minha situação.
Acontece que está gritante a incompatibilidade entre Eu e o Mundo. E quando digo “Mundo”, é ele mesmo; ele e as pessoas que o habitam.
Os dias vão passando, e eu ainda estou parada, com o peso nos ombros que me faz inclinar o corpo. A exaustão de acreditar em uma melhora tem se tornado clara e absolutamente visível. Continua, ainda, apenas eu e minha xícara de café. E claro, algumas meras palavras cuspidas ao vento.
Cansei-me dessa luta interminável e cansativa. Igual quando se prende um mosquito em um copo, vai vê-lo lutando contra o vidro, em vão. Vai vê-lo girar para lá e para cá, chegando a machucar-se para tentar fugir daquele lugar que não o pertence. É. Exatamente assim. O mundo não me pertence, ou talvez eu que não pertença a ele. Que seja!
O fato é que quanto mais olho em volta, e quanto mais discursos ouço, mais acredito que sou antiga desde nova.
Desde agora.